Jovem Imunologista – Introdução ao Sistema Imunológico – 1ª Aula

O mundo em que vivemos é colonizado pelos mais diversos organismos, visíveis ou não. Entre aqueles que não enxergamos, estão as bactérias, vírus, alguns fungos e outros. Para sobreviver, eles necessitam invadir e colonizar outros seres vivos e podem viver em harmonia com eles ou à custa deles. Quando a relação de permanência de um microorganismo em outro ser vivo passa a causar problemas para o hospedeiro, as doenças se desenvolvem. Esse é o caso das mais diversas infecções por bactérias como a da pneumonia e de vírus, como o da gripe, muito frequentes no nosso dia a dia.

Se fizermos uma análise, veremos que esses microrganismos estão presentes onde imaginamos, assim como onde sequer achamos que eles possam estar. Sendo assim, como será que não ficamos doentes o tempo todo? A resposta é simples e bonita. O corpo dos seres vivos, em especial dos vertebrados com mandíbula, do qual nós, seres humanos fazemos parte, possui um sistema organizado e especializado contra invasão de agentes externos. A primeira defesa é feita pelo maior órgão de nosso corpo, a pele, a qual cria uma barreira entre o interior do organismo e o ambiente externo. Mais ainda, o suor contém substâncias que impedem a proliferação excessiva dos microorganismo que habitam a superfície da pele. No trato respiratório, cavidade nasal, traqueia e brônquios, é produzido o muco, que ajuda filtrar a sujeira do ar, que fica presa e depois é eliminada. A “caquinha” do nariz é uma forma de eliminar sujeira, trata-se de um muco endurecido cheio de poeira e bactérias.

E quando sofremos um ferimento? O corte rompe a pele e permite a entrada dos micróbios, ocasionando uma infecção. O que acontece nesses casos? Nesse momento atuam as células do nosso sistema de defesa, ou seja, as células do Sistema Imunológico. Na pele existem células que funcionam como soldados e vigiam aquela região. Elas residem lá, e estão prontas para responder à qualquer invasão. Quando ocorre o ferimento, bactérias que entram pelo mesmo serão combatidas por essas células, as quais foram batizadas de macrófagos. No entanto, muitas vezes os macrófagos não conseguem combater a infecção sozinhos. Nesse caso, eles enviam sinais químicos para células chamadas de neutrófilos, que estão presentes na corrente sanguínea e se deslocam de lá, migrando para o local da infecção. Para migrar essas células têm que passar por dentro da parede dos vasos sanguíneos, processo que chamamos de diapedese. Tanto macrófagos quanto neutrófilos eliminam os micróbios invasores por meio da fagocitose (fagos= comer; citos= células). Para tal, emitem expansões da membrana plasmática, que envolvem os microrganismos, formando no interior da célula, os vacúolos, onde eles serão digeridos e destruídos. Essa primeira linha de defesa faz parte da imunidade inata, ou seja, já nascemos com a capacidade de desenvolver essa resposta à infecção. Quando a imunidade inata não é capaz de combater toda a infecção, o sistema imunológico adaptativo é ativado. Mais detalhes a respeito do sistema imune adaptativo serão abordados nas próximas atividades.

Quando estamos infectados por algum microrganismo podemos ter sintomas como febre, nódulos inchados na região da garganta, etc. Ao consultar um médico, ele certamente solicitará um exame laboratorial conhecido como hemograma. Nesse exame, podemos diagnosticar uma infecção observando a quantidade de neutrófilos, que estarão numa quantidade muito maior em comparação a um indivíduo saudável.

Com essa breve introdução do sistema imunológico podemos perceber que nosso corpo contém uma série de mecanismos para combater os microrganismos que possam nos causar problemas. Isso não é ótimo?

 

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