Proteína ASC: um potencial candidato para o tratamento de doenças inflamatórias autoimunes

Sabe-se que, tanto microorganismos como sinais de perigo são capazes de ativar o inflamassoma, um complexo de moléculas que desempenha um papel central no processo inflamatório. Esta ativação ocorre por meio da agregação de diferentes proteínas citoplasmáticas, como a proteína ASC. Estes agregados de ASC, também conhecidos como specks, promovem a ativação da enzima caspase-1 que, por sua vez leva à produção da citocina interleucina-1 beta (IL-1), um importante personagem da inflamação. Em um estudo publicado recentemente por Franklin e colaboradores (http://www.nature.com/ni/journal/v15/n8/full/ni.2913.html), foi demonstrado que estes specks de ASC, uma vez formados, acumulam-se no espaço extracelular e podem ser ingeridos por celulas fagocíticas, como os macrófagos, levando à ativação do inflamassoma e à produção de IL-1 nestas células. Além disso, specks de ASC foram encontrados em amostras biológicas de pacientes com doenças inflamatórias autoimunes. Estes achados revelam que specks de ASC exercem uma função importante também fora da célula, e que estes podem representar um potencial alvo terapêutico para doenças inflamatórias.

 

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