Primeira Atividade de 2015 na Escola Estadual Walter Ferreira

Projeto Jovem Imunologista (1ª atividade/ março de 2015)

Thaís Arns e Beatriz Ferreira

 

No primeiro encontro, a equipe deu início à atividade dirigindo-se aos alunos com a seguinte pergunta: “O que é o sistema imunológico e para que serve?” Surgiram diversas respostas, sendo uma: “Proteger contra doenças, oras!” Essa discussão levantou diversas perguntas sobre a presença de micro-organismos em nosso ambiente. Para demonstrar que não vivemos num ambiente estéril, por mais que as pessoas lavem as mãos e tomem banho, foram apresentadas placas de cultura de bactérias coletadas em locais de circulação comum da faculdade de medicina; como banheiro, maçaneta da porta, teclado de computador e placas após algumas “lambidas” de um gato que frequenta o ambiente universitário. Os alunos ficaram muito surpresos com a quantidade de bactérias presentes no ambiente e questionaram: “Se vivemos num ambiente tão contaminado, como não ficamos doentes o tempo todo?” Nesse momento, o conceito de micro-organismo patogênico e não patogênico foi introduzido e, com isso em mente, os alunos foram perguntados: “Quais são as barreiras do nosso organismo que poderem impedir a contaminação por micro-organismos?” Dessa maneira foi explorado o conceito de barreiras da imunidade inata. Em seguida foi exemplificada uma forma de superação dessas barreiras por tais micróbios, demonstrada com uma divertida encenação.

A estrela do teatro foi uma das alunas de graduação em Enfermagem, que interpretou Dona Maria, uma “dona de lar” muito desastrada que sofre um corte no dedo da mão enquanto faz faxina em sua casa. Dona Maria continua seus afazeres domésticos, não dando muita atenção ao ferimento, mas alguns dias depois adoece, apresentando sintomas de febre, aumento dos gânglios axilares, inchaço e vermelhidão no dedo, etc. Ela então procura um médico do SUS (um pós-graduando da faculdade de medicina), que solicita um hemograma. Dona Maria vai a um laboratório de análises clínicas e, muito curiosa, pergunta à farmacêutica (pós-graduanda também) sobre como o exame funciona e como ela pode entender o resultado. A farmacêutica, então, explica à Dona Maria e aos alunos sobre a técnica do esfregaço e também introduz informações sobre os leucócitos, sua diferentes formas e funções. Para isso são mostradas imagens de neutrófilos e macrófagos, assim como introduzido o conceito de fagocitose, maneira como tais células eliminam micro-organismos “comendo-os”. Nesse momento também foram apresentados os linfócitos, células extremamente importantes do sistema imunológico (estes serão abordados com maior propriedade em uma atividade subsequente). Após a explicação, os alunos tiveram a oportunidade de observar cada um dos subtipos celulares de leucócitos nos microscópios deixados sobre a bancada.

Foi ainda demonstrado, de maneira bastante simplificada, o processo de recrutamento de células da corrente sanguínea para o sítio de infecção, utilizando como recurso maquetes de isopor pintado representando o rolamento, diapedese e migração de neutrófilos em direção aos sinais emitidos por macrófagos (“soldados vigias”) presentes no sítio infeccioso. Por fim, Dona Maria retornou ao consultório médico já com seu hemograma pronto. Com o auxílio de uma projeção de um hemograma simplificado (um quadro de infecção bacteriana) o médico ensinou, a sempre curiosa Dona Maria e os alunos, como interpretar um hemograma.

A última etapa da atividade foi entregar aos alunos um texto sobre o assunto tratado no dia, o qual continha uma “cruzadinha do sistema imunológico”, de forma a resgatar os pontos mais importantes abordados. A participação dos alunos foi intensa, com os alunos fazendo comentários, respondendo a questões e perguntando curiosidades!!! Você sabia que a pele é considerada o maior órgão do corpo humano e que ela é uma das mais importantes barreiras que temos para nos proteger dos micro-organismos?

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