A Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE)

Mani Indiana Funez *

Paulo Gustavo Barboni Dantas Nascimento **

Neste editorial trazemos, em conjunto com as contribuições do congresso deste ano apresentado em nossa seção de alertas, um pouco sobre uma importante sociedade científica brasileira, que contribui de maneira significativa para o Estudo da Dor, no âmbito da Farmacologia Experimental, a SBFTE. A Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE) foi fundada em 14 de outubro de 1966, no Anfiteatro A1, do Conjunto das Químicas da Cidade Universitária Armando de Salles de Oliveira, tendo como Presidente o Prof. Dr. Maurício Rocha e Silva, Vice-Presidente o Prof. José Ribeiro do Valle, Secretário Geral o Prof. Alexandre Pinto Corrado, Primeiro Secretário o Prof. Lauro Sollero e Tesoureiro a Dra. Hanna A. Rothschild.

A Sociedade, sem fins lucrativos, foi criada com o objetivo de promover e organizar atividades relacionadas à pesquisa, inovação e ensino em Farmacologia, bem como estabelecer interfaces com agências de fomento, setores produtivos e agentes da Política Nacional e Internacional da área.

Atualmente a SBFTE realiza a chamada para a sua 48° Reunião Anual, que será realizada em Foz de Iguaçu em outubro deste ano, para comemorar os 50 anos de existência da sociedade. Nestes 50 anos, a SBFTE cresceu, juntamente com o desenvolvimento científico do Brasil na área da Farmacologia. Na Reunião Anual realizada em 2015 havia 748 sócios (281 aspirantes e 467 efetivos) vinculados a 14 Programas de Pós-Graduação em Farmacologia (Mestrado, Doutorado) com índices crescentes de atuação de pós-doutores.

A estrutura e funcionamento desta sociedade estão detalhados no Estatuto da SBFTE (http://www.sbfte.org.br). Nos 49 anos da SBFTE, a Farmacologia no Brasil apresentou importante desenvolvimento no ensino e na pesquisa. A formação de pessoal qualificado pelos Programas de Pós-Graduação em Farmacologia no país e a produção científica vêm crescendo exponencialmente, fato diretamente relacionado ao fortalecimento da SBFTE e de suas atividades.

A atuação em pesquisa e na formação acadêmica destes profissionais têm importância estratégica para o desenvolvimento científico brasileiro, visto a relevância que este ramo das ciências biológicas apresenta em suas características de interface em diversas áreas do conhecimento médico, farmacêutico, além da própria Farmacologia em si. Diversos aspectos da inovação farmacêutica, como a pesquisa básica, testes pré-clínicos e vários aspectos de testes clínicos, perpassam por domínios farmacológicos.

Aqui pode-se destacar também a atuação da Divisão de Inflamação e Dor da SBFTE, composta por diversos grupos distribuídos em nossas unidades federativas e ligados aos programas de pós-graduação citados. Desde 2004, com a criação do Fórum Permanente de Pós-Graduação em Farmacologia da SBFTE, tal Divisão tem promovido atividades coordenadas com as demais Divisões. Nesta edição, podemos verificar um pouco da contribuição da Divisão de Inflamação e Dor ao observar a contribuição de alguns dos trabalhos selecionados sobre o Estudo da Dor para apresentação durante o 47º Congresso da SBFTE. Os trabalhos incluem diversos temas, como a avaliação da ação de produtos naturais na dor declarada e dor neuropática e avaliação de modelos experimentais e o estudo de aspectos fisiopatológicos de condições dolorosas.

Atualmente, a nova Diretoria da SBFTE (gestão 2015-2017) tem como proposta aproveitar as mudanças qualitativas e quantitativas do crescimento da Sociedade nos últimos anos e consolidar a sua internacionalização. Esse objetivo vem em momento importante dos seus 50 anos, a ser celebrado em 2016, quando o Congresso Anual ocorrerá junto com a Sociedade Latino-Americana de Farmacologia (ALF). A SBFTE é filiada à International Union of Pharmacology (IUPHAR), maior representante internacional da Farmacologia.

Agradecimentos: Os autores deste Editorial agradecem à Sandra H. R. da Cruz, Secretária Geral da SBFTE pelo material cedido para a realização deste.

* Professora Adjunta na área de Enfermagem e Farmacologia da Faculdade de Ceilândia – Universidade de Brasília

** Bacharel em Química com Atribuições Tecnológicas, Mestre e Doutor em Ciências, Professor Adjunto de Química na FCE-UNB

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