Discussão de Artigo Científico – 20-03

DIA: 20/03/2017 (segunda-feira)

LOCAL: Salão Nobre – Prédio Central – FMRP

HORÁRIO: 11:00 horas

O principal modelo animal utilizado em trabalhos com doenças autoimunes é a encefalomielite autoimune experimental (EAE) que mimetiza a esclerose múltipla, que é caracterizada por aumento de linfócitos Th17, que além da produção de IL-17a, também produzem outras citocinas críticas no processo de desenvolvimento da doença ou modelo, como o GM-CSF. O modelo animal consiste na imunização dos animais com um peptídeo da bainha de mielina (MOG) e no tratamento com um composto chamado toxina pertussis. No entanto, essa toxina era utilizada quase de forma empírica até o presente trabalho: “Experimental priming of encephalitogenic Th1/Th17 cells requires pertussis toxin-driven IL-1b production by myeloid cells” publicado na revista Nature Communications. Este trabalho demonstrou que a toxina pertussis atua em mónicitos inflamatórios, levando a aumento da produção de IL-1β, que por sua vez se liga ao seu receptor na superfície dos linfócitos T CD4 (CD121), levando ao aumento da proliferação de linfócitos T autoreativos contra a mielina, além do aumento da produção de GM-CSF. Desta forma, a toxina pertussis é importante para o desenvolvimento do modelo de EAE por um mecanismo dependente da via de sinalização “IL-1β-IL-1β receptor”, sendo essa importante tanto em linfócitos T CD4 como em monócitos inflamatórios, existindo um mecanismo de feedback positivo entre esses dois tipos celulares, para amplificação da resposta.

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