Discussão de Artigo Científico – 03-04

DIA: 03/04/2017 (segunda-feira)

LOCAL: Anfiteatro Pedreira de Freitas – Prédio Central – FMRP

HORÁRIO: 11:00 horas

Macrófagos são células da imunidade inata, residentes nos tecidos e apresentam um papel crucial na resposta imunológica e nos processos de homeostasia. O estado de ativação de ativação desse tipo celular está intrinsecamente ligado ao remodelamento metabólico. Quando ativados pela via alternativa, através do estímulo com interleucina 4 (IL-4) são conhecidos como M2, então aumentam a oxidação de ácidos graxos e a fosforilação oxidativa. Alguns trabalhos já demonstraram que essas  alterações metabólicas são críticas para a ativação do M2 (O’Neill and Pearce, 2016), e estudos integrando metaboloma com transcriptomas revelaram que a reprogramação metabólica que ocorre durante a ativação é mais complexa do que a prevista inicialmente, descreveram que o uso de glicose para a síntese de UDP-GlcNAc como uma assinatura metabólica de macrófagos M2 (Jha et al., 2015).

No trabalho aqui discutido, demonstraram  que o aumento da utilização da glicose é essencial para a ativação do M2. Onde o metabolismo da glicose em macrófagos estimulados com IL-4 exigiu a ativação da via mTORC2 e a perda de mTORC2 em macrófagos suprimia o crescimento tumoral também diminuindo a resposta contra nematóides. O fator estimulador de colônias de macrófagos (M-CSF) foi implicado como um ativador contribuindo em uma via envolvendo PI3K e AKT. O mTORC2 operava paralelamente com a via IL-4Ra-Stat6 para facilitar o aumento da glicólise durante a ativação de M2 por meio da indução do fator de transcrição IRF4. Visto a importância desse fator de transcrição, a expressão de IRF4 exigiu ambas as vias mTORC2 e Stat6, fornecendo um mecanismo subjacente para explicar como a utilização de glicose é aumentada para suportar a ativação de M2.

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Artigo.