Discussão de Artigo Científico – 26-06

DIA: 26/06/2017 (segunda-feira)

LOCAL: Sala de Seminários II – Prédio Central – FMRP

HORÁRIO: 11:00 horas

Artigo.

O diabetes do tipo 1 (DT1) é uma doença autoimune que tem como principal característica a destruição das células Beta produtoras de insulina no pâncreas. Vários trabalhos tem demonstrado a importância da microbiota associada com o desenvolvimento de doenças inflamatórias. Um estudo demonstrou que camundongos NOD, que desenvolvem espontaneamente um quadro semelhante ao DT1, sem microbiota (germe free) iniciaram mais cedo o desenvolvimento da doença. Outro estudo demonstrou que o aumento de bactérias da família dos bacteroidetes está associado com o menor desenvolvimento de doenças inflamatórias. Essas bactérias desempenham um papel importante no metabolismo de carboidratos, gerando metabólitos como os ácidos graxos de cadeia curta como o acetato, butirato e propionato. Alguns trabalhos já demonstraram que o acetato desempenha um papel importante na manutenção da barreira instestinal, e em conjunto com o butirato, aumenta o percentual de células t reguladoras no intestino. Todas essas evidências levaram este estudo a investigar o papel individual e combinado dos ácidos graxos de cadeia curta no desenvolvimento do DT1, utilizando modelo experimental. Foi demonstrado que níveis sistêmicos elevados de acetato e butirato estão relacionados com uma maior resistência ao desenvolvimento do DT1, e contribuem para uma maior integridade da barreira intestinal. Além disso, níveis sistêmicos elevados de acetato foram associados com uma menor ativação de células B e consequente menor frequência de células t autorreativas. Em contrapartida, níveis sistêmicos elevados de butirato promoveram um aumento do número de células T reguladoras. Foi demonstrado também que os níveis elevados de acetato e butirato modificam a população da microbiota intestinal, aumentando a população da família dos bacteroidetes. Este estudo demonstrou pela primeira vez o papel individual e coletivo dos diferentes ácidos graxos de cadeia curta no desenvolvimento do DT1 e sugere o enriquecimento desses metabólitos como alternativa de tratamento para esses pacientes.

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