Discussão de Artigo Científico – 13-11

DIA: 13/11/2017 (segunda-feira)

LOCAL: Salão Nobre – Prédio Central – FMRP

HORÁRIO: 11:00 horas

Artigo.

Células-tronco possuem alta capacidade de proliferação além de serem capazes de se diferenciarem em vários tipos celulares. Baseado na capacidade de diferenciação, células-troco podem ser divididas em 3 tipos: (I) totipotentes (embrionárias), as quais podem gerar todos os tecidos do corpo; (II) Células-tronco multipotente (presente em adultos), as quais geram células de vários tecidos (tais como células hematopoiéticas, células-tronco foliares do cabelo) ; (III) e células-tronco unipotentes (presente em adultos), capazes de se diferenciar em um tipo celular (células-tronco hepáticas ou epiteliais). De forma simplificada, células-tronco em adultos mantêm e reparam os tecidos na saúde e na doença. Como tal, essas células devem sentir e responder a danos teciduais. As barreiras epiteliais são especialmente vulneráveis porque estão expostas a uma variedade de microorganismos comensais e patogênicos e agentes nocivos. Como as células-tronco epiteliais de longa duração, respondem a sinais recorrentes que provocam inflamação permanecia inexplorado. Contudo, Naik e colegas demonstraram que o potencial de cura da pele mediado pela diferenciação de células tronco epiteliais é reforçado por exposição prévia a estímulos químicos, mecânicos ou microbianos, de forma independente de células do sistema imunológico. Os autores demonstraram que estímulos inflamatórios alteram a condensação de regiões especificas da cromatina de células tronco epiteliais, tornando-as acessível a fatores de transcrição, logo, permitindo a expressão de genes que antes não eram inacessíveis. Algumas dessas mudanças persistiram muitos dias após a o fim do processo inflamatório. Adicionalmente, Naik e colegas confirmam que alguns genes passam a serem expressos durante uma lesão da epiderme somente após a previa exposição desta região a um estimulo inflamatório. Dentre estes genes, o Aim2 parece ser um dos principais responsáveis pela aceleração da reepitelização, por acelerar a diferenciação das células-tronco epiteliais após o dano tecidual na pele previamente inflamada. Aim2 é o gene relacionado à tradução da proteína de mesmo nome, a qual tem papel como um dos constituintes do inflamassoma. O inflamassoma formado por AIM2/ASC/Caspase-1 seria o principal responsável por elevar os níveis da forma ativa da IL-1β, a qual é apontada como o mediador final no processo de aumento da velocidade reepitelização após lesão tecidual da pele previamente submetida à inflamação.

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