Discussão de Artigo Científico – 13/04/2018

DIA: 13/04/2018 (sexta-feira)

LOCAL: Sala de Seminários II – Prédio Central – FMRP

HORÁRIO: 11h00

O sistema nervoso central é formado principalmente por neurônios e as células da glia, que são na maior parte: astrócitos, micróglia (responsável pela defesa) e oligodendrócitos. Os astrócitos são células do sistema nervoso central responsáveis por nutrir os neurônios, pela modulação da sinapse e suporte à mielina.

Durante uma lesão, inflamação e doença no sistema nervoso central, ocorre uma desregulação genica que leva a formação de astrócitos reativos, mas seu papel nessas doenças ainda é pouco compreendido. O trabalho de Liddelow et al. (2017) mostra que os astrócitos reativos podem ser divididos em dois subtipos A1 e A2, sendo o primeiro neurotóxico. O subtipo A1 é induzido pela micróglia ativada durante uma neuroinflamação. Quando ativada ela produz e secreta Il-1α, TNF e C1q citocinas pró-inflamatórias, que atuam juntas na indução do fenótipo A1; quando se tem a inibição dessas citocinas por meio de anticorpos ou animais knockout não se observa uma ativação dos astrócitos. Também mostraram que os astrócitos A1 perdem suas funções básica, como a capacidade de promover a sobrevivência neuronal, o crescimento, a sinaptogênese e a fagocitose, e induzem a morte de neurônios e de oligodendrócitos. Em modelo animal a morte de neurónios do SNC axotomizados foi evitada quando a formação de astrócitos A1 foi bloqueada. Finalmente, mostraram que os astrócitos A1 são abundantes em várias doenças neurodegenerativas humanas, incluindo doença de Alzheimer, Huntington e Parkinson, esclerose lateral amiotrófica e esclerose múltipla. Em conjunto, essas descobertas ajudam a explicar por que os neurônios do SNC morrem após a axotomia, sugerem fortemente que os astrócitos A1 contribuem para a morte de neurônios e oligodendrócitos em distúrbios neurodegenerativos e fornecem oportunidades para o desenvolvimento de novos tratamentos para essas doenças.

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